Purple and Blue
Alexander Liebermann

para quarteto de cordas
Purple and Blue é o terceiro trabalho colaborativo entre o biólogo Loren C. Buck e o compositor Alexander Liebermann. A peça tem como foco a andorinha‑azul (Progne subis hesperia) do deserto, e sua estrutura formal deriva de dezesseis meses do ciclo de vida das aves. Cada mês corresponde a 22,8 segundos de música, conferindo à peça uma duração total de aproximadamente seis minutos.
O seguinte esquema mostra os eventos da vida das aves conforme incorporados na forma:
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Maio: As andorinhas‑azuis chegam ao Arizona.
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Junho: Seleção de ninho e parceiro, reprodução.
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Julho: Reprodução, postura e incubação.
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Agosto: Eclosão, crescimento e desenvolvimento dos filhotes.
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Setembro: Inquietação pré‑migratória.
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Outubro: Migração para o sul.
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Novembro: As andorinhas‑azuis chegam ao Brasil (Dormitório I).
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Dezembro: Chegada a Alagoas (Dormitório II).
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Janeiro: (Continuação do Dormitório II).
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Fevereiro: Chegada a Pernambuco (Dormitório III).
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Março: Inquietação pré‑migratória.
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Abril: Migração para o norte.
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Maio: As andorinhas‑azuis chegam ao Arizona.
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Junho: Seleção de ninho e parceiro, reprodução.
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Julho: Reprodução, postura e incubação.
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Agosto: Eclosão, crescimento e desenvolvimento dos filhotes.
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Os diferentes eventos foram representados musicalmente. Por exemplo, as migrações para o sul e para o norte são retratadas por meio de glissandos descendentes e ascendentes, respectivamente. A inquietação é transmitida com tremolos, e a eclosão é sugerida por figuras de violino em tessitura aguda que imitam gorjeios. No início de cada novo mês, dois ou mais músicos tocam uma double‑stop em fortíssimo para ajudar o ouvinte a acompanhar o progresso da jornada.
Além disso, a peça inteira é inspirada nos chamados das andorinhas‑azuis, que surgem ao longo da obra nos diferentes instrumentos. Recomenda-se iniciar e encerrar a peça com a gravação fornecida do coro da alvorada, deixando‑a desaparecer gradualmente (fade out) conforme a música começa e reaparecer gradualmente (fade in) a partir da letra de ensaio P, quando a música termina.
Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo
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Betina Stegmann
Violino
Nascida em Buenos Aires, Betina Stegmann aprendeu e estudou violino em São Paulo com Lola Benda, continuando-os com Erich Lehninger. Diplomou-se pela Escola Superior de Música de Colônia, onde cursou violino com Igor Ozim. Logo após, seguiu para Israel, onde se aperfeiçoou com Chaim Taub em Tel Aviv. Mais tarde frequentou cursos ministrados por Pinchas Zukerman e Max Rostal. Ex-integrante do Quinteto D’Elas, com quem ganhou em 1998 o Prêmio Carlos Gomes na categoria de música de câmara, é spalla da Orquestra de Câmara Villa-Lobos e professora de violino na Faculdade Cantareira. Como recitalista e solista, apresentou-se em várias cidades do Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica. Realizou gravações nas rádios WDR (Alemanha) e na RAI – Trieste (Itália), estreando obras de compositores contemporâneos.

Nelson Rios
Violino
Sob orientação de Maria Lúcia Zagatto e posteriormente de Elisa Fukuda estudou na Escola de Música de Piracicaba. Participou dos principais festivais de música no Brasil (Campos do Jordão, Brasília, Londrina e Curitiba) e em Mendoza, na Argentina. Bacharel em música pela Faculdade Mozarteum, graduou-se também em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Como bolsista da Fundação Vitae, frequentou a Carnegie Mellon University em Pittsburgh, EUA, em 1996. Integrou a Orquestra Sinfônica da Paraíba, de Câmara de Blumenau e a Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, entre outras. Como professor, lecionou na Escola Municipal de Música e em importantes Festivais no Brasil e no exterior. Atualmente é membro das orquestras de Câmara Villa-Lobos e Sinfônica da USP.

Marcelo Jaffé
Viola
Aos seis anos de idade, orientado pelo pai, Alberto Jaffé aprendeu violino. Em 1977, aos 14 anos, passou a tocar viola, ganhando, no mesmo ano, o 1º Prêmio no Concurso Nacional da Universidade de Brasília. Após aperfeiçoamento na Universidade de Illinois e no Centro de Música de Tanglewood, nos Estados Unidos, apresentou-se em vários países, participando de destacados conjuntos camerísticos e orquestrais. Atuou como Maestro da Kamerata Philarmonia e foi diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Atualmente, é professor de viola da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e apresentador da Rádio e TV Cultura

Rafael Cesario
Violoncelo
Mestre pela Universidade de São Paulo, obteve o diploma de Perfectionnement no Conservatoire départemental du Val de Biévre (França), na classe de Romain Garioud. Teve aulas com Eduardo Bello, Antonio Meneses, Alisa Weiterstein, Peter Szabo, Dennis Parker, Pieter Wispelwey, Sol Gabetta, entre outros. Como solista, tocou com a Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, Camareta Fukuda. Como camerista, atuou ao lado de músicos como Lorenz Nasturica, Mathieu Dufour e Andreas Wittmann, da Filarmônica de Berlim. Foi professor no Festival Internacional Violin Festspiele Brazil, onde solou com Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência do de Henrik Schaefer. É professor no Instituto Baccarelli, integra o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e se apresenta regularmente com Cristian Budu, Yuri Pingo, Sonia Rubinsky, Leandro Roverso e Marcos Aragone.


