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Exposições Avistar

Jiboia (Boa constrictor Linnaeus, 1758)

 

A jiboia é considerada uma espécie de grande porte e as fêmeas são ainda maiores, alcançando até 4 metros de comprimento, enquanto os machos atingem até 1,5 metro. 

De hábito semi arborícola, é encontrada tanto no chão quanto em árvores durante o dia e durante a noite principalmente em áreas florestadas e campos de cerrado. 

Alimenta-se principalmente de aves e roedores, como ratos silvestres. 

No serpentário do Instituto Butantan, algumas jiboias ficam meses na copa das árvores e acabam se alimentando das aves que pousam ocasionalmente em busca de frutos. 

A espécie é vivípara, o que significa que os filhotes são gerados dentro do corpo materno e nascem como miniatura dos adultos. Já foram observados 16 filhotes em desenvolvimento dentro da fêmea. 

As jiboias não costumam ser muito agressivas. Quando estão bravas, podem abrir a boca e emitir um som parecido com um chiado, além de armar o corpo para o bote. Quando manuseada pode morder, mas elas não têm veneno.

 

Distribuição geográfica

No Brasil, é encontrada nas regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Também é encontrada em outros países da América Latina. 

 

Classificação Científica

Reino Animalia

Filo Chordata

Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Boidae

Gênero Boa

Espécies Boa constrictor constrictor; Boa constrictor amarali 

 

Referências

Sawaya, R. J., Marques, O. A. V., & Martins, M. (2008). Composition and natural history of a Cerrado snake assemblage at Itirapina, São Paulo state, southeastern Brazil. Biota Neotropica8(2), 0-0.

 

Cascavel – Crotalus durissus 

 

A cascavel é uma espécie terrestre e pode ser encontrada ativa em todos os meses do ano, em especial na estação chuvosa, que coincide com a época de acasalamentos. 

Os machos costumam ser um pouco maiores do que as fêmeas, e isso pode estar relacionado a um comportamento chamado combate, um ritual entre machos que ocorre na época reprodutiva em disputa pela fêmea. A alimentação é especializada em mamíferos, mas também pode ingerir lagartos. É uma espécie vivípara, ou seja, os filhotes são gerados dentro do corpo materno e nascem como miniaturas dos adultos. Esta cobra tem uma característica interessante: o chocalho localizado na ponta da cauda. Utilizado principalmente como defesa pelo animal, o chocalho não corresponde à idade da serpente, e sim às trocas de pele, que podem acontecer de 2 a 5 vezes por ano dependendo das condições ambientais e de saúde do animal.

O gênero Crotalus é responsável por aproximadamente 7,7% dos acidentes no Brasil (2001) enquanto serpentes do gênero Bothrops (jararaca) respondem por mais de 90% dos casos, porém a cascavel apresenta maior letalidade do que a jararaca. 

 

Distribuição geográfica

A cascavel é amplamente distribuída no país. Pode ser encontrada na região norte, nordeste, sudeste e centro-oeste. É uma espécie característica de áreas abertas, como campos e cerrados, mas tem aumentado sua distribuição para a mata atlântica e amazônica devido ao desmatamento. 

 

Classificação científica

Reino Animalia

Filo Chordata

Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Viperidae

Gênero Crotalus

Espécies Crotalus durissus cascavella; C. d. collilineatus; C. d. dryinas; C. d. marajoensis; C. d. ruruima; C. d. terrificus; C. d. trigonicus

 

Referências

Sawaya, R. J., Marques, O. A. V., & Martins, M. (2008). Composição e história natural das serpentes de Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica8(2), 127-149.

Santoro, M. L. et al. (1999). Comparison of the biological activities in venoms from three subspecies of the South American rattlesnake (Crotalus durissus terrificus, C. durissus cascavella and C. durissus collilineatus). Comparative Biochemistry and Physiology Part C: Pharmacology, Toxicology and Endocrinology122(1), 61-73.

Rojas, C. A.; Gonçalves, M. R. & Almeida-Santos, S. M. (2007). Epidemiologia dos acidentes ofídicos na região noroeste do estado de São Paulo, Brasil, Rev. Bras. Saúde Prod. An., 8(3), 193-204.

 

 

Jararaca (Bothrops jararaca)

 

A jararaca pode ser encontrada em diversas regiões do Brasil pois sua distribuição é muito ampla, e está associada ao domínio da Mata Atlântica. Além de regiões florestadas, a jararaca também é bem adaptada em áreas modificadas pelo ser humano, sendo encontrada inclusive em áreas verdes da cidade de São Paulo. 

É uma serpente noturna, semi-arborícola e mais frequentemente encontrada na estação quente e chuvosa. Quando filhotes, se alimentam principalmente de anfíbios (sapos, rãs e pererecas). Filhotes de B. jararaca apresentam a ponta da cauda branca, comportamento que é associado à sua alimentação, pois a ponta branca atrai anfíbios que a confundem com alimento.  As jararacas adultas, por outro lado, alimentam-se basicamente de roedores. A jararaca é responsável pela grande maioria de acidentes ofídicos no Brasil. Porém, quando a vítima consegue ter acesso ao soro, as taxas de recuperação são muito altas. Recomenda-se que, ao andar pela mata, use sempre sapatos fechados e calças compridas, observe com atenção aonde pisa e evite revirar o folhiço que cai da vegetação no solo. 

As jararacas e também outras espécies de serpentes são muito importantes para o ecossistema. Elas ocupam níveis estratégicos na cadeia alimentar e contribuem com o equilíbrio das espécies e, por isso, é importante que ajudemos na sua conservação. 

 

Distribuição geográfica

Distribui-se na Mata Atlântica, da Bahia até o Rio Grande do Sul chegando também no norte da Argentina. Pode ser encontrada em diversas altitudes, tanto no nível do mar até 1200m como na Serra do Órgãos (RJ). 

Classificação Científica

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Viperidae

Gênero Bothrops

 

Urutu, urutu-cruzeira (Bothrops alternatus)

É uma espécie terrestre e de grande porte, podendo chegar a até 1,70 m e fêmeas são maiores e mais pesadas que os machos. Alimenta-se exclusivamente de mamíferos (roedores, cotias, etc). Pode ser encontrada em áreas descampadas, preferencialmente perto de áreas alagadas ou ripárias, assim como em áreas alteradas pelas ações antrópicas. 

Distribuição geográfica
Ocupa desde o sul, sudeste e parte da região central do Brasil, Paraguai e Uruguai até o norte da Argentina. 

Jararaca-do-norte, caiçaca (Bothrops atrox)

Ocupa florestas úmidas e prefere locais úmidos próximo de lagos ou cursos de rios, mas também pode ser encontrada em áreas cultivadas, campos alagados e ao redor de habitações humanas. É uma espécie terrestre e de médio porte, atingindo até 1,25m. Alimenta-se de roedores. 

 

Distribuição geográfica

Na Amazônia brasileira, é encontrada no Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Maranhão.

 

Classificação Científica

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Viperidae

Gênero Bothrops

 

 

Cobra coral (Micrurus frontalis)

 

É uma serpente mediana (atinge até 80 cm) com hábitos diurnos e noturnos. Alimentam-se de animais serpentiformes, como serpentes, anfisbenas, cecílias e lagartos. As cobras corais do gênero Micrurus são extremamente venenosas, porém causam raros acidentes em seres humanos. Isso pode ocorrer pois são serpentes pouco agressivas e difíceis de serem encontradas, já que possuem hábitos semi-fossoriais, ou seja, ficam grande parte do tempo escondida em folhiços e embaixo de troncos caídos.

 

Distribuição Geográfica

Região central do Brasil, nos estados do Mato Grosso, Goias, Minas Gerais e Bahia. Também ocorre no Paraguai. 

 

Classificação Científica

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Elapidae

Gênero Micrurus

 

Cobra coral (Micrurus lemniscatus)

 

É uma cobra coral que apresenta padrão de coloração em tríades, ou seja, com três anéis negros intercalados por dois anéis brancos e dois anéis vermelhos mais externos. É considerada uma espécie de grande porte, podendo atingir até 1,30 m. A base de sua dieta são animais serpentiformes como peixes alongados, serpentes e anfisbenas (popularmente conhecidas como cobra-de-duas-cabeças). As cobras corais do gênero Micrurus são extremamente venenosas, porém causam raros acidentes em seres humanos. Isso pode ocorrer pois são serpentes pouco agressivas e difíceis de serem encontradas, já que possuem hábitos semi-fossoriais, ou seja, ficam grande parte do tempo escondida em folhiços e embaixo de troncos caídos. 

 

Distribuição geográfica

Está presente na maior parte da América Latina, como Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Peru, Argentina e Venezuela. No Brasil, ocorre em todos os ecossistemas, com exceção do Pantanal. 

 

Classificação Científica

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Elapidae

Gênero Micrurus

 

 

Cobra coral (Micrurus hemprichii)

 

Quando pensamos em cobra coral a imagem que nos vem a cabeça é uma serpente preta, branca e vermelha. M. hemprichii é uma espécie que foge deste padrão pois seus anéis pretos são intercalados por anéis brancos e amarelos. Este é um bom exemplo para desmistificar a ideia de que corais falsas e verdadeiras podem ser distinguidas pela posição de seus anéis. Nem todas as corais são vermelhas e, além disso, a posição dos anéis das corais falsas pode imitar perfeitamente a das corais verdadeiras. As cobras corais do gênero Micrurus são extremamente venenosas, porém causam raros acidentes em seres humanos. Isso pode ocorrer pois são serpentes pouco agressivas e difíceis de serem encontradas, já que possuem hábitos semi-fossoriais, ou seja, ficam grande parte do tempo escondida em folhiços e embaixo de troncos caídos.

Está espécie pode ser encontrada em florestas úmidas, tem tamanho mediano (até 90 cm). Alimenta-se de outras serpentes, anfisbenas e lagartos. 

 

Distribuição Geográfica

Toda a região de Floresta Amazônica da América do Sul e, no Brasil, em todos os estados do norte do país. 

 

Classificação Científica

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Elapidae

Gênero Micrurus

 

Cobra coral (Micrurus ibiboboca)

 

Esta espécie é a cobra coral da caatinga. Pode ser encontrada em áreas do semi-árido nordestino e no Cerrado. Tem tamanho mediano, podendo atingir até 1,20 m. As cobras corais do gênero Micrurus são extremamente venenosas, porém causam raros acidentes em seres humanos. Isso pode ocorrer pois são serpentes pouco agressivas e difíceis de serem encontradas, já que possuem hábitos semi-fossoriais, ou seja, ficam grande parte do tempo escondida em folhiços e embaixo de troncos caídos.

 

Distribuição Geográfica

Restrita ao nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Goias, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

 

Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta)

A surucucu-pico-de-jaca é a maior serpente venenosa das Américas, ultrapassando 4 metros de comprimento. Faz parte da família Viperidae, assim como as jararacas e cascavéis, e seu veneno possui ação mista, ou seja, ação local e hemorrágica e ação no sistema nervoso central. 
O nome "pico-de-jaca" vem da textura das escamas, que lembram uma casca de jaca. É responsável por apenas 3% dos acidentes ofídicos no país.
No Brasil, ela ocorre na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica. Esta espécie é Vulnerável pela lista de espécies ameaçadas, um estágio antes de ser considerada sob ameaça de extinção.
𝘓. 𝘮𝘶𝘵𝘢 é uma serpente ovípara, ou seja, ela coloca ovos que vão se desenvolver e resultar em filhotes que são miniaturas dos adultos. Isso difere a surucucu das suas parentes jararacas e cascavéis, as quais são vivíparas, isto é, parem os filhotes e não colocam ovos.

 

Distribuição geográfica 

Restrita às florestas equatoriais úmidas da América do Sul. No Brasil, está presente na Mata Atlântica, do Ceará até o Rio de Janeiro, e na Floresta Amazônica, nos estados do Amapá, Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Goiás. 

 

Classificação Científica

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Sauropsida

Ordem Squamata

Família Viperidae

Gênero Lachesis